8 de outubro de 2015

| Bromance

Com olhos azuis profundos, uma educação ímpar, com um sorriso certo no rosto e um imediatismo de ser feliz e topar tudo a qualquer momento e em qualquer situação... Foi assim que me identifiquei, e provavelmente me apaixonei por este rapaz de 21 anos.

Sim novo para o meu gosto, mas como cismo em ter essa queda por amigos, com ele não poderia ser diferente, quando nos conhecemos ele completava 17anos, realmente muito novo... Hétero, claro... cismo em pseudo héteros, ou em quem ainda não se afirmou no minimo Bi. O principio da amizade, foi normal, algumas baladas, afinidades em comum, aniversários comemorados com amigos, muitos amigos em comum, encontros mais assíduos, uma ou duas histórias engraçadas juntos, um carnaval e um cruzeiro.

Assim ele se fez presente nos últimos anos e cresceu, pelo menos envelheceu, afinal 1,85m não te permite crescer muito mais... Cresceu mais ainda depois que em uma fatalidade os pais foram prematuramente retirados de sua vida, com 20 anos se viu dono de si... Como amigo estive próximo e presente sempre que preciso, é aqui que passo a chamar ele carinhosamente de "Herdeiro".

Passado o susto, com a vida na medida do possível de volta a rotina, ele me pareçeu mais livre quanto a si mesmo, sempre tive minhas "dúvidas" em relação a sexualidade dele, não que houvesse algum histórico, pelo contrário seguindo a linha de todos o "Pseudo's" de minha vida, ele era de familia tradicional da cidade, cresceu em bom berço, e com um histórico infinito de garotas no seu currículo. Nada pra mim é fácil lembram, mesmo tendo minhas dúvidas, nunca investi ou criei nenhuma expectativa, até que a alguns meses, a presença dele se fez muito constante em minha vida, e ele era quem buscava isso, procurava por isso. Sempre me pegando em casa, me envolvendo em jantares, programas e afins.  

Sempre intimado a estar em sua casa, tendo ele ou não se dado bem nas nossas noitadas, virou um hábito dividirmos a sua cama. Um hábito sabermos gostos um do outro, meus finais de semana se estenderem até o último prazo para que eu voltasse pra minha casa, sermos associados na balada, uma espécie de Bromance era nitido entre nós.

Um carinho velado, surgiu. Foi quando aquela sirene começou a soar em minha mente, mesmo eu tendo ignorado uma ou duas vezes ela anteriormente... Me vi novamente apaixonado por um amigo.   

 

3 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Putz!!!!

Homem, Homossexual e Pai disse...

belo texto, muito bonita sua descrição... mas estou curioso para ver ate onde isto foi... conta ai!

Latinha disse...

É Cilada, Bino!!!

Brincadeiras a parte, está algo que me inquieta... tenho um "amigo" assim, não foi uma ou duas vezes que me procurou para chorar em meu ombro em momentos difícil pelos quais ele passou. Entre nós temos apelidos, damos risadas, temos um tempo nosso...

Ainda que eu saiba da existência da sua namorada, nunca fez questão ou menção de me apresentá-la... enfim... Confusão! Já ouvi a tal sirene e se até eu que sou uma samambaia parei para pensar a respeito é porque a coisa é de chamar a atenção...

Enfim, curioso pelo desenrolar...

Abração.